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“Nyogolon”, o resgate da ancestralidade afrodiaspórica e da afetividade negra em Nova Iguaçu

“Nyogolon”, o resgate da ancestralidade afrodiaspórica e da afetividade negra em Nova Iguaçu

Edição: Jota Carvalho, O Velho Escriba
jota.carvalho@yahoo.com
resenhaculturalecia@yahoo.com
Site. http://www.resenhaculturalecia.com.br

“Nos conhecer” é o que a palavra de origem africana “Nyogolon”, apresentada pelo griot e ator maliano Sotigui Kouyaté, significa. A palavra é o equivalente ao que vários países pelo mundo chamam de teatro e refere-se a um lugar de encontro, troca e abertura. O espetáculo “Nyogolon” é, portanto, um convite aberto para todos os moradores de Nova Iguaçu neste mês de outubro, com entrada franca. O encontro está marcado para 19 deste mês, 15h, no Terreiro Ilé Asé Omi T’oju Oyo (Rua Ernestina, 51. Cacuia, Nova Iguaçu) e para o próximo dia 22, 19h, no Teatro Sylvio Monteiro (Rua Getúlio Vargas, 51, centro de Nova Iguaçu). Esta última apresentação terá tradução em libras.
Nyogolon, título da peça formada só por atores negros, é uma experiência de reflexão sobre si, sobre a existência do ser nesse lugar e nesse tempo marcada por dores e também por muitas forças e belezas.
O espetáculo, apresentado pelo Grupo Artesão Teatro, representa a resistência das narrativas afrodiaspóricas no território de Nova Iguaçu. Cada ator investiga sua própria ancestralidade, vasculha suas vivências e compartilha a experiência com o público através de canções e danças. São as memórias e as histórias dos atores que criam o espetáculo.
Nyogolon existe desde 2021 e realizou algumas apresentações durante os últimos anos. De acordo com JonyJarp Pontes, diretor da peça, Nyogolon é mais que um evento, é um projeto. A ideia é que a peça crie asas, levando a experiência para outros locais e públicos fora da região metropolitana do Rio de Janeiro.
As apresentações são realizadas pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc.

Teatro em espaços não convencionais

“Seria muito bom se um dia a gente fizesse no terreiro”, foi o que pensou o diretor JonyJarp Pontes com a ideia de ir além dos espaços convencionais de teatro.
A escolha pelo terreiro Ilé Asé Omi Oju Oyo para a apresentação no dia 19 é por conta de alguns elementos fundamentais, de acordo com os organizadores. O primeiro fator é por ser um espaço dedicado à religiosidade de matriz africana e que sofre periodicamente quando as chuvas fortes acometem a região. É em Cacuia e Morro Agudo, bairros iguaçuanos, que há os maiores registros de alagamentos recentes na cidade. Dessa forma, a apresentação também é a chance de realização de contrapartidas para o terreiro após os impactos das chuvas do último verão.
Outro fato é a oportunidade de descentralização das manifestações culturais teatrais. Além disso, a realização de uma roda de conversa após o espetáculo entre a equipe, o elenco, os pais de santo, filhos do terreiro e moradores do bairro Cacuia é também um ensejo para troca de saberes e afetos.
Ingressos gratuitos disponíveis pela plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/nyogolon/3151557?referrer=www.google.com&share_id=copiarlink).

Grupo Artesão Teatro

Criado em 2016, o Grupo Artesão Teatro, nasceu da pesquisa e da experimentação teatral em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Para o grupo, é no corpo do ator onde começa e acontece o teatro. Serão duas apresentações na Cidade. A primeira no terreiro Ilê Asé Omi T’oju Oyo (Cacuia, Nova Iguaçu) e a segunda, três dias depois, no Teatro Sylvio Monteiro – Complexo Cultural Mário Marques, Centro. Como nos diz Sotigui Kouyaté, ir ao Nyogolon significa aclarar a visão. A peça abre portas para que cada um se revisite, se reconheça, reconheça suas memórias, suas histórias e perceba em si e a sua volta um território ancestral. (*Foto/Crédito: Danilo Sérgio/Divulgação)

 

Jota Carvalho

Jornalista, Radialista, Produtor Cultural e Cronista Esportivo.

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