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Funarte recebe ‘Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental’ em Nova Iguaçu

Funarte recebe ‘Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental’ em Nova Iguaçu

Montagem no Teatro Sylvio Monteiro conta histórias de migrantes do Norte e Nordeste

 

Edição: Jota Carvalho, O Velho Escriba
jota.carvalho@yahoo.com
resenhaculturalecia@yahoo.com
Site. http://www.resenhaculturalecia.com.br

 

A Fundação Nacional de Artes – Funarte recebe o espetáculo Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental, no Teatro Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, dia 31 deste outubro, sexta-feira, às 19h. A peça conta histórias de retirantes das regiões Norte e Nordeste do Brasil. O espetáculo, apoiado pelo Programa Funarte Aberta, propõe reflexão sobre o sentido da vida e a realidade do país, a partir da vivência no circo.
O Teatro Sylvio Monteiro fica no Complexo Cultural Mario Marques – Casa de Cultura Ney Alberto – Rua Getúlio Vargas, 51, Centro de Nova Iguaçu. Detalhe: esta via começa em frente à estação ferroviária. Ingressos vendas no site Sympla e na bilheteria.
>> Circenses mambembes buscam realizar sonhos – O enredo tem três rapazes, que saíram do Norte e do Nordeste do Brasil tentando a vida como artistas de circo mambembe. “Eles se conhecem em um quarto precário, de uma pensão na dita Cidade Maravilhosa. Ali já mora uma mulher, cujos medos, sonhos e paixões eles não conhecem – assim como suas mães, avós e irmãs, que ficaram para trás. Ela também está na busca de um futuro melhor, mergulhada em sua própria jornada.
Os personagens trazem seus medos, sonhos, paixões e a insegurança de pisar num território desconhecido: Assis sonha ser poeta na Cidade Maravilhosa; Juliano, busca se formar em medicina e concretizar suas utopias; Zé Palmares, cujo objetivo é mudar sua história e melhorar de vida; e a moça que, no morro, chamam de Maria, que às vezes não tem nome, apenas alguns apelidos — “a que foi, mas também ficou”, e que ficou só. “De modo, ora inusitado ora cotidiano, eles contam como fizeram – e fazem –, para não deixar de viver e continuar sonhar”, descreve a sinopse.

Mistura de estilos e ressignificação de narrativas

“Tudo que eu (não) vivi reúne histórias reinventadas. Mistura crônica, ensaio, autobiografia, ficção e memória para construir uma narrativa fragmentada, onde se entrelaçam histórias dos migrantes. O mosaico de lembranças, cenas e reflexões do dia a dia convida o espectador a perder-se nos labirintos das cidades e das memórias, em uma imersão poético-política, verdadeira cartografia, questionando as fronteiras entre realidade e ficção. Dar novos significados às narrativas sociais e pessoais brasileiras, abordando questões raciais e de gênero, classe, trabalho, migrações e pertencimento é a proposta central”, dizem Jean Fontes, idealizador da peça e seu coautor – ao lado de Priscila Raibott –, além de ator do elenco; e o diretor, Wellington Júnior.
A peça também conduz uma pesquisa de linguagem, que relaciona os modos de vida dos artistas circenses e mambembes a trabalhadores inferiorizados e marginalizados pela sociedade. Assim, fica estabelecida uma metáfora, mensagem figurada, sobre o sentido da existência, a partir da vida circense.
O projeto é apresentado pelo Governo Federal/Ministério da Cultura e Governo do Estado do Rio de Janeiro/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Jota Carvalho

Jornalista, Radialista, Produtor Cultural e Cronista Esportivo.

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